Introdução

Porque acreditamos que a educação é o verdadeiro motor do mundo e que os comportamentos dos mais jovens são influenciados em larga escala pelo exemplo dos seus pares, consideramos essencial aproveitar as valências do jovem estudante de medicina para a formação cientifica e social dos jovens e do mundo que os rodeia.

O investimento nestes jovens, que representam o futuro e de quem se espera que tenham um papel ativo e interventivo na sociedade, é muito mais que um investimento e uma aprendizagem unipessoal, mas um investimento no mundo e no futuro da sociedade que nos rodeia.

É neste sentido que nasce o projeto Bonsai, um projeto de educação pelos pares que pretende levar aos mais jovens, idealmente a alunos de escolas em zonas mais carenciadas de Lisboa, ensinamentos e ferramentas que os ajudem a viver a vida de uma forma mais saudável e a criar um futuro com melhores perspetivas.

Assim, o projeto irá focar-se em quatro blocos temáticos: Saúde Sexual, Saúde Mental, Direitos Humanos e Estilos de Vida Saudáveis. 


Objetivos gerais

  • Contribuir para a alteração de mentalidades nos jovens no âmbito da Saúde Pública e Saúde Sexual, promovendo boas práticas através da educação, sensibilização e correto aconselhamento;

  • Promover o contacto dos estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa com a comunidade em que se inserem, contribuindo assim para o desenvolvimento de competências técnicas e de comunicação;

  • Promover o acesso à (in)formação aos alunos das zonas mais desfavorecidas de Lisboa. 


objetivos específicos

 

NO ÂMBITO DA SAÚDE PÚBLICA

  • Promover a sensibilização no que se refere a diversas temáticas de extrema importância na realidade atual, nomeadamente a saúde mental dos jovens, comportamentos saudáveis e comportamentos de risco;

  • Promover a desmisti cação e o estigma associados aos problemas de Saúde Mental, bem como a identi cação de comportamentos de risco nesta área;

  • Consciencializar a importância da vivência da saúde em pleno, desde a componente física até à vertente da saúde social.

NO ÂMBITO DA SAÚDE SEXUAL

  • Estimular a adoção de vivências sexuais saudáveis;

  • Promover a desmisti cação de alguns conceitos ainda tabus na sociedade;

  • Promover hábitos saudáveis e seguros para o dia-a-dia no que toca aos relacionamentos

    amorosos juvenis. 


Metodologia

População Alvo

Jovens a frequentar o 8º e o 9º ano do 3º Ciclo do Ensino Básico.

Métodos

Momento I: Capacitação

Constitui a fase de capacitação dos estudantes da FMUL para que adquiram os conhecimentos e as competências necessárias à realização do trabalho de campo.

Os voluntários poderão dedicar-se a um de dois percursos disponíveis:

  • Percurso 1 - Saúde Sexual e Direitos Humanos
  • Percurso 2 - Saúde Mental e Comportamentos

Para além da formação nas áreas supracitadas, é nosso objetivo capacitar os alunos em algumas Soft Skills importantes para a realização de um projeto deste género, nomeadamente gestão de tempo, liderança e motivação e técnicas de educação pelos pares.

Momento II: Trabalho de Campo

Consiste na realização do projeto nas escolas. O mesmo será constituído por 9 sessões lecionadas por 2 alunos da FMUL em cada uma. Assim, para cada turma as formações relacionadas com o Percurso 1 (Saúde Sexual e Direitos Humanos) serão dadas sempre pelo mesmo par de formadores, e o mesmo para as formações do Percurso 2 (Saúde Mental e Comportamentos).

Estas formações serão idealmente ministradas uma vez por semana, no período compreendido entre Outubro e Dezembro de 2016. 


Calendário

0 – preparação (junho a setembro)

Contato com entidades parceiras (FMUL, escolas, instituições especializadas nas principais áreas do projeto)

I – formação (primeiro fim de semana de outubro)

Seleção e formação dos participantes.

II-trabalho de campo (de outubro a dezembro)

Formações nas escolas, uma vez por semana durante 9 semanas. 

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Avaliação do Projeto

Porque acreditamos que a única forma de melhorar e continuar este projeto será através da avaliação do método implementado, pretendemos construir um inquérito de avaliação do impacto das sessões. Este inquérito deverá ser aplicado inicialmente antes do começo do projeto, com o objetivo de analisar quais os conhecimentos dos jovens nas áreas abordados.

Na sessão final, após as 8 formações, pretendemos implementar de novo o inquérito, e assim conseguirmos fazer uma avaliação da evolução os alunos, e do impacto que as sessões tiveram nos seus conhecimentos. Importa realçar que estes questionários serão completamente anónimos. 

Participantes

Alunos