Como Mudar o Mundo… em 40 Milhões de Passos (2ª parte)

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(veja a 1ª parte aqui)

2ª Parte – Os Países

Que fazer com o Espólio?

Vitória! O injurioso povo germânico foi completa e totalmente derrotado! Não mais a nossa pátria viverá assombrada pelo espetro do inimigo! Este magnífico ano de 1918 viverá para sempre como a data em que a nossa liberdade foi definitivamente ganha e os nossos adversários esmagados!

E agora?

Logo desde início, após a [gloriosa] e [heróica] vitória, os Aliados não se entenderam muito bem sobre o que fazer com a derrota da Alemanha. Reunidos em Versalhes, parlaram e debateram…

Os americanos, com Woodrow Wilson e os seus 14 Pontos, queriam uma “paz sem vitória”, pautada pela reconciliação: “Vitória implicaria paz forçada sobre o perdedor, os termos do vencedor impostos sobre o vencido. Seria aceite em humilhação, sob coação, com sacrifício intolerável, e deixaria um ferrão, um ressentimento, uma memória amarga sobre a qual os termos de paz assentariam não permanentemente, como se estivessem sobre areias movediças. Apenas uma paz entre iguais perdurará.

Os franceses, que sofreram o maior número de danos em vidas e recursos, pretendiam uma Alemanha fraca e inferior, pois, como dizia o primeiro-ministro George Clemenceau: “A não ser que a Alemanha seja castigada de maneira a que não deixe margem para dúvida ou disputa, a não ser que seja convencida pela terrível lógica dos eventos que a glória do seu povo nunca será alcançada por meios bélicos, a não ser que a sua capacidade de guerra após a Guerra seja sensatamente diminuída, uma renovação do conflito, após uma trégua inquieta e malévola, parece inevitável.

O mesmo afirmava ainda: “A América está longe, protegida pelo oceano. E nem Napoleão conseguiu tocar a Inglaterra. Vocês estão ambos abrigados, nós não.

Já os britânicos procuraram alcançar um meio termo entre a leniência americana e o revanchismo francês (a palavra vem de revanche, francês para vingança), tentando também aumentar o Império e manter o balanço de poder: uma Alemanha saudável como contrabalanço para o poderio dos franceses e como barreira contra os comunistas russos.

Quando perguntaram ao primeiro-ministro David Lloyd George, ao regressar ao Reino Unido, como tinha corrido a Conferência de Paz de Versalhes, respondeu apenas: “Não mal, considerando que estava sentado entre Jesus Cristo e Napoleão.

Em Concreto…

No fim de contas, os resultados foram chatos, para dizer o menos. Principalmente, para os alemães: uma série de perdas territoriais, pesadas reparações monetárias que devastaram a economia, a redução do exército, a desmilitarização do Reno (a zona mais industrializada) e, o mais humilhante de tudo, a culpa…

Os governos Aliados e Associados afirmam, e a Alemanha aceita, a responsabilidade e da Alemanha e seus aliados por causar toda a perda e destruição a que os governos Aliados e Associados e os seus cidadãos foram sujeitos, como consequência da guerra imposta sobre estes, pela agressão da Alemanha e seus aliados.

Esta é a cláusula 231 do Tratado de Versalhes - uma das mais controversas do tratado. Ostensivamente, seria apenas um pretexto para impor reparações, e não para humilhar a Alemanha.

No entanto, os alemães nunca a esqueceriam. Nunca a poderiam esquecer. A culpa, as reparações, a perda de território para os seus grandes inimigos… os franceses… e os polacos, que consideravam inferiores. Além disto, a desmilitarização! Ver-se incapaz de exercer controlo sobre o seu próprio território! E tudo, tudo isto, sem sequer ter sido convidada a estar presente nas negociações do tratado! A indignação! A injúria!

Nem sempre Boa Semente cai em Terreno Fértil - Bigode

Talvez Versalhes não tenha tornado a ascensão de Adolf Hitler inevitável, mas é certo que este usou o tratado, e o desejo ardente de o reverter, como um dos principais temas da sua campanha e ideologia.

A Kriegsschuldfrage, a “questão da culpa da Guerra”, veio de mão dada com o Dolchstoßlegende, o “mito da punhalada pelas costas” - uma noção propagandista, divulgada pelos elementos da extrema-direita alemã, de que o exército na Grande Guerra não havia sido derrotado, e que tinha, antes, sido atraiçoado por civis pouco patrióticos em casa, nomeadamente os socialistas e os judeus.

O período em que o armistício se deu também não poderia ter sido mais propício ao desenvolvimento de um mito revisionista (reinterpretação de eventos históricos) como este: a 29 de outubro, pouco antes de a Guerra acabar, iniciou-se uma pequena revolta de marinheiros em Kiel. Nada de extraordinário, correto?

Pois bem, a agitação civil propagou-se por toda a Alemanha, até que se deu uma revolução total – a 9 de novembro foi proclamada uma república e o Kaiser abdicou. A liderança passou para o SPD (Sozialdemokratische Partei Deutschlands), o Partido Social Democrático da Alemanha, que assinou o armistício no dia 11. O partido dos socialistas, a assinar os papéis da derrota… a extrema-direita não tardou em distorcer este facto.

Após muita confusão com milícias nacionalistas (os Freikorps), unidades paramilitares (como a Stahlhelm), comunistas (o KPD e os espartaquistas) e aristocratas (os Junkers), os líderes do SPD conseguiram evitar uma guerra civil e adotar a constituição de Weimar, em agosto de 1919, pacificando a Alemanha… por agora…

Nem sempre Boa Semente cai em Terreno Fértil – Barbicha

Não só na Alemanha se viveu no limite durante o pós-guerra. A Guerra Civil Russa seguia a todo o vapor, entre os bolcheviques e os brancos – também esta começada como consequência direta da 1.ª Guerra Mundial.

Lenine foi enviado para a Rússia pelos alemães, da mesma maneira que se enviaria um frasco contendo uma cultura de tifoide ou de cólera para ser despejado no abastecimento de água de uma grande cidade, e funcionou com pontaria certeira.

Esta frase é de Winston Churchill. Foram os alemães que, de facto, em 1917, retiraram o ideólogo comunista Vladimir Lenine do seu exílio na Suíça e o transportaram para a Rússia. Ora, neste país, as coisas iam de mal a pior… um czar incompetente, uma família real sob o aparente controlo do místico Rasputine, fome, pobreza, tragédia por todo o lado, e tudo isto no meio de uma gigantesca guerra… o centro nunca iria aguentar.

Reação e Revolução

As revoltas e os motins eram coisa já comum na Rússia, bem como as suas brutais repressões, mas nenhuma tinha ainda destronado a autocracia do czar… ainda.

A Revolução de Fevereiro (que na verdade foi em março, porque a Rússia ainda usava o calendário juliano e não o atual gregoriano) em 1917, começou com uma série de protestos em Petrogrado (a capital, atual São Petersburgo). Com os dias, os protestos descambaram em revolta, os soldados enviados para a suprimir amotinaram-se e juntaram-se aos protestantes e o czar viu-se obrigado a abdicar da sua soberania.

Foi proclamada a República Russa, com Georgy Lvov, e mais tarde Aleksandr Kerensky, como primeiros-ministros. Entre uma série de soluços, tropeções e um quase golpe de estado pelo general Kornilov, o governo de Kerensky falhou redondamente a melhorar a situação civil e, como se não bastasse, insistiu em continuar a guerra. O povo sentiu-se traído… os bolcheviques, um grupo de socialistas revolucionários liderado por Lenine e por um certo Leon Trotsky, viram a sua oportunidade e entraram em ação…

Revolução 2 – Agora mais Vermelho

Com uma plataforma de “Paz, terra, pão” ganharam uma torrente de apoio popular, especialmente das classes trabalhadoras, que já se começavam a organizar em concelhos chamados de Sovietes (o nome lembra alguma coisa).

É neste ambiente que tem lugar uma segunda revolução - a Revolução de Outubro (que foi em novembro). Os Guardas Vermelhos (unidades paramilitares dos bolcheviques) encontraram pouca ou nenhuma oposição, o governo de Kerensky fugiu de Petrogrado e a República Soviética Russa foi proclamada.

No meio da confusão pós-revolucionária, os bolcheviques tomaram o poder, iniciaram a instauração de um sistema marxista-leninista e levaram a cabo uma campanha de terror e repressão. O heterogéneo movimento anti-bolchevique organizou-se, vagamente, sob a forma do Exército Branco, que se oporia ao Exército Vermelho dos primeiros.

Vendo uma oportunidade, muitos povos procuraram escapar ao domínio russo no meio do conflito e, de uma forma ou outra, acabaram envolvidos nas hostilidades. Apareceram no mapa a Polónia, a Finlândia, os estados Bálticos, a Mongólia e, entre outros estados mais efémeros, a Bielorrússia, a Geórgia, a Arménia, o Azerbaijão e a Ucrânia, esta última palco de grandes tragédias e baralhadas com separatistas, anarquistas e afins.

Lutar-se-iam, então, 5 anos de guerra civil brutal, com atrocidades cometidas por ambos os lados, desde os portões de Varsóvia ao mar do Japão, e a vitória acabaria nas mãos dos bolcheviques. Mas a que custo? O mundo ficaria mais vermelho, não só pelas cores das bandeiras, mas também pelo sangue de 10 milhões de vítimas, principalmente civis.

Criar Extremismos a régua e lápis

Para além dos Impérios Russo e Alemão, outras duas grandes e velhas monarquias, até mesmo mais antigas e dignas que as primeiras, cairiam sob a pressão da Grande Guerra…

O primeiro, o Império Otomano, reinado pelos magníficos sultões turcos da casa de Osmã já desde 1299, estava agora nos seus últimos suspiros. Era, desde há um século, conhecido como o “homem doente da Europa”, e bastou-lhe apenas um último empurrão, um último conflito destrutivo, para se desmoronar. Em 1914, veio esse mesmo conflito e, com a sua resolução, veio o colapso que levou à queda do último sultão, à criação de um estado nacional e secular turco, ao genocídio atroz de 1,5 milhões de arménios (é complicado) e à repartição do Médio Oriente.

Este último ponto é particularmente importante porque tem uma influência duradoura até aos dias hoje. Tudo por meio e palavra de dois diplomatas: Mark Sykes e François Georges-Picot. Entre 1915 e 1916, juntaram-se, desenharam uma linhas nuns mapas, e selaram o destino da região para os 100 anos seguintes.

Muito resumidamente, com uma única linha reta, definiram uma Síria e Líbano sob influência francesa e um Iraque, Jordânia e Palestina sob influência britânica, sem qualquer preocupação com os habitantes ou as suas etnias.

Entre curdos, árabes e uma mescla de religiões e credos, juntaram-se pessoas que queriam estar separadas, separaram-se pessoas que queriam estar juntas, e no meio de tudo, Jerusalém – talvez a cidade mais contenciosa de todo o mundo.

O Tema que precisa de muita cautela

A Palestina é particularmente problemática, porque já antes do acordo de Sykes-Picot, os britânicos tinham prometido este território, não só aos sionistas (aderentes ao movimento que defendia a autodeterminação do povo judaico e criação de um estado-nação para esta etnia) para a criação do estado de Israel, mas também aos árabes, na pessoa do xarife de Meca e rei do Hejaz, Hussein ibn Ali al-Hashimi, juntamente com a independência árabe e criação de um estado pan-arábico, que incluiria a Palestina, caso ele se revoltasse contra os otomanos (o que fez sem hesitar).

Perto do final da guerra, os britânicos tomaram a sua decisão: emitiram a declaração de Balfour, apoiando a criação de uma pátria nacional judaica (“national home for the Jewish people”) na Palestina. Quando ficaram com ela, sob a forma do Mandato Britânico da Palestina, permitiram a imigração em larga escala de judeus, e a estabilidade interétnica mantida pelos otomanos durante séculos foi quebrada, gerando tensões e conflitos que se mantêm muito mediáticos e mortíferos até aos dias de hoje.

Quanto ao xarife e seus árabes, o ressentimento vivido pela quebra da promessa foi de pouca dura. O seu reino foi, não muito tempo depois, conquistado pelo emir do Négede, Abdulaziz ibn Saud, que representava uma corrente ultraconservadora e fundamentalista do Islão – o wahabismo. Tornou-se emir dos dois reinos e, em 1932, declarou o reino da Arábia Saudita, que perdura até aos dias de hoje e é, também, muito mediático em seu próprio direito.

Uma Casa dividida

O outro império colapsante, o Império Austro-Húngaro, era um dos grandes poderes da Europa central, reinado pela casa dos Habsburgos desde 1276. Mas nem 800 anos de legado imperial resistiram aos ventos do nacionalismo, e este não tardaria a ser dissolvido com o fim da Guerra, minado pela pressão do separatismo dos seus inúmeros povos e etnias: romenos, eslovacos, eslovenos, polacos, croatas, checos, ucranianos, bósnios e muitos outros. Antes da Guerra limitavam-se a pedir mais autonomia, mas agora, com o sistema a quebrar, passaram a desejar, e mesmo a declarar a independência total.

As consequências económicas foram desastrosas para a região. Antes do colapso, o Império era uma única unidade económica, relativamente autossuficiente, e em crescimento, com cada região especializada em determinados produtos e serviços. Com a dissolução e a quebra na movimentação de bens, pela fragmentação em vários estados-nação, a prosperidade acabou.

Confusões à parte, os Aliados pretendiam a autodeterminação dos vários povos do Império, que cada um seguisse o seu destino (ideia que no Médio Oriente foi mesmo muito bem aplicada). Surgiram a Jugoslávia e a Checoslováquia. A Roménia anexou os territórios etnicamente romenos da Transilvânia. A Áustria ficou reduzida a um pequeno estado-nação sem acesso marítimo. A Hungria, após uma breve revolução comunista, foi obrigada a assinar o tratado de Trianon. Um tratado que traria algumas consequências (in)esperadas.

Mais um Tratado, mais um País Amargo

O objetivo deste tratado era limitar a Hungria apenas às zonas etnicamente húngaras. A entidade que era o Reino Húngaro, anteriormente parte integral do Império, via-se agora a perder o acesso marítimo, cerca de dois terços do seu território e população, a maior parte dos seus recursos naturais, e minorias húngaras que ficariam espalhadas pelos países vizinhos.

À semelhança de Versalhes, foi ditado e não negociado e, à semelhança de Versalhes, gerou um ressentimento que se fez sentir não só na 2ª Guerra Mundial, quando a Hungria foi um dos países colaboradores dos Nazis, mas até mesmo nos dias de hoje…

Os memoriais a Trianon não são raros pelo país e a reversão do tratado é um assunto querido da extrema-direita que, com tendências revisionistas, coloca frequentemente a Hungria numa posição de vítima da História para justificar os seus preconceitos. Mais um testamento às consequências que têm decisões apressadas, culpabilizantes e unilaterais…

Ganhar também pode ser complicado

Não só do lado dos derrotados, mas também no lado dos vencedores, se fez sentir uma onda de ressentimento no período pós-guerra. Nem a Itália, nem o Japão, combatentes do lado dos Aliados, resistiram à amargura do conflito, e ao desejo de corrigir o que consideravam errado.

A primeira, desiludida com os seus ganhos após tantas perdas, deprimida por crises económicas e com tumulto civil por todo o país, cairia para o fascismo nem 4 anos após a vitória na Guerra. Benito Mussolini, convidado pelo próprio rei a formar governo depois de um golpe de estado falhado, viria a dar forma ao movimento fascista e a instaurar o primeiro regime deste tipo em todo o mundo.

O segundo, apesar de ter assegurado o espólio alemão do Pacífico como pretendia, e de ter alcançado um lugar na mesa de negociações de Versalhes, viu negada a sua proposta de igualdade racial, apresentada durante a conferência. Os japoneses, alienados por esta recusa e com o nacionalismo em alta, entrariam num período de estatismo e militarização, com erosão gradual da democracia ao longo dos anos 20 e 30. Culminou tudo num expansionismo agressivo, baseado num desejo ardente de ser tornar o grande superpoder asiático.

Ambos estes estados acabariam por se alinhar ideologicamente durante a 2ª Guerra Mundial… e o resto já sabemos como se viria a dar.

Epílogo

Acabaram as Guerras?

A 1.ª Guerra Mundial nunca poderia, de forma alguma, ter sido a “guerra para acabar todas as guerras”. Arrogante ou ingénuo foi quem o pensou na época. Não digo que não se tenha tentado – a Liga das Nações, criada após o conflito para promover a paz e a cooperação internacional, é exemplo disso.

Muitas das condições para uma nova tragédia, maior e pior, estavam já estabelecidas naquele vagão de comboio, quando a caneta tocou o papel da folha do armistício, pela mão de Matthias Erzberger, no dia 11 do 11, há 100 anos. Talvez, em tempo útil, consigamos aprender alguma coisa e tirar conclusões.

Fútil ou justificada?

Olhamos para todo o sofrimento humano e somos levados a pensar que a Guerra foi uma tragédia fútil, sem razão para ter acontecido… e, no entanto, ainda que tantas mortes tenham sido evitáveis e desnecessárias, com uma inspeção mais próxima, começam a ver-se razões em demasia. Ganância? Competição por recursos? Luta ideológica entre os autocratas militaristas e as democracias liberais (do lado das quais estava a Rússia czarista)? Insegurança e medo do vizinho?

Ou talvez todas estas e mais algumas – uma rede complexa de fatores em jogo que nos impede de atribuir culpas, e que empurraram o mundo, e os seus habitantes, para o abismo.

Ainda assim, os sacrifícios da Guerra têm, até aos dias de hoje, uma ressonância particularmente forte em países como o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia. As suas tropas lutaram batalhas como Vimy Ridge e Gallipoli, e ainda hoje são relembradas como os “baptismos de fogo” destas nações, parte importante das suas identidades nacionais e uma fonte de orgulho patriota.

Os espetros dos soldados ainda hoje se podem ver - as filas de cruzes brancas, pelos campos de França. Algumas têm nome… muitas não. Ainda que os seus corpos tenham há muito retornado à terra, o seu sacrifício permanece. Os memoriais, as celebrações, as remembranças. Tudo um esforço para que não os esqueçamos. Nunca.

The Poppies grow…

No meio da destruição, da tragédia e da morte, nos campos enlameados da Flandres, deu-se um fenómeno muito particular… cresciam papoilas. Uma das poucas coisas que conseguia prosperar na terra de ninguém.

Esta simples flor tornou-se um símbolo dos soldados e da Grande Guerra. Um símbolo de sacrifício e de tragédia, de luta e de angústia, de perseverança e de coragem, de que, até mesmo nas horas mais negras, um rasgo de esperança consegue florescer.

O mundo nunca voltaria a ser o mesmo. Para melhor ou para pior, tanto a vida nas trincheiras de combate, como as decisões nos corredores de Versalhes, tornaram o mundo aquilo que ele hoje é. Quatro anos de guerra que mudaram tudo, e viriam a estabelecer as fundações para mudanças ainda mais profundas.

Não esqueçamos isto, para não perdermos a noção de onde viemos… e de quem nos trouxe a onde estamos. Celebrar a memória, e não esquecer.

Lest we forget…

António Velha, 3º Ano

Ilustração por Eduarda Costa, 5º ano